Como funciona o Sistema de FM Multiplex

Os equipamentos de som, como os receivers, os music-centers (ou 3 em 1), os auto-rádios, etc., normalmente utilizam, entre os seus vários circuitos eletrônicos, um estágio denominado "Decodificador Multiplex", cuja função é permitir a reprodução dos sinais transmitidos em FM-estéreo.

Sistema de FM Estéreo
Sistema de FM Estéreo

Os decodificadores multiplex mais comuns, via de regra empregam um circuito integrado bastante difundido em nosso meio que é o "1310" (LM1310, CA1310, MC1310, entre outros).

Nesta oportunidade, analisaremos a constituição interna do integrado "1310" e o princípio de funcionamento de um decodificador multiplex que utiliza esse CI. Também forneceremos as instruções para ajuste do circuito mencionado, entre outros detalhes.

Em resumo, apresentaremos um conjunto de informações que certamente serão muito úteis para os leitores interessados na manutenção de aparelhos de áudio.

Baofeng UV-5R "Surdo" na Antena Externa? Entenda o Motivo e Como Resolver

O Baofeng UV-5R fica "surdo" ao ser conectado a uma antena externa devido à saturação do circuito de entrada (Front-End) do receptor, um fenômeno conhecido tecnicamente como desensibilização (desensing).

Baofeng UV-5R fica surdo ao ser ligado em antena externa.
Baofeng UV-5R fica surdo ao ser ligado em antena externa.

A causa técnica

  • Arquitetura Direct Conversion (SDR em chip único): Diferente de rádios tradicionais de maior custo que utilizam o sistema super-heteródino com filtros rígidos de RF, o UV-5R usa um CI integrado simples (como o RDA1846).
  • Falta de filtragem na entrada (Front-End "Largo"): O receptor não possui filtros passa-banda estreitos na entrada de RF, fazendo com que o rádio tente "ouvir" uma faixa enorme de frequência simultaneamente.
  • Saturação por sinais fortes fora de frequência: Ao conectar uma antena externa de grande ganho (como uma colinear ou dipolo no telhado), ela capta não apenas o sinal desejado, mas também sinais extremamente fortes de outras fontes — como estações de rádio FM comercial, torres de telefonia ou repetidoras próximas.
  • Atuação do AGC (Controle Automático de Ganho): Essa enxurrada de RF sobrecarrega o amplificador de baixo ruído (LNA). O AGC detecta esse alto nível de energia e reduz drasticamente o ganho do receptor para proteger o CI. Com o ganho no mínimo, o rádio perde a sensibilidade para captar sinais fracos em VHF ou UHF.

Como amenizar ou resolver o problema

  1. Utilize um Filtro Rejeitor de FM (FM Trap / Band-Stop Filter):

    Em áreas urbanas, as emissoras de rádio FM (88 a 108 MHz) costumam ser as principais usuárias responsáveis por saturar o rádio. Um filtro FM Notch conectado na linha do cabo de descida bloqueia essas frequências e alivia a entrada de RF do HT.

  2. Utilize um Filtro Passa-Banda de VHF ou UHF:

    Se a interferência for proveniente de outras fontes fora do FM comercial, insira um filtro específico para a faixa de radioamadorismo (ex: 144–148 MHz ou 430–440 MHz) entre o cabo da antena e o HT.

  3. Reduza o ganho da antena externa:

    Evite antenas de altíssimo ganho em HTs econômicos. Às vezes, uma antena simples de menor ganho reduz a sobrecarga e permite que o rádio volte a receber o sinal desejado.

  4. Use um atenuador RF de linha:

    Um pequeno atenuador (ex: de 3 dB a 10 dB) atenua os sinais extremamente fortes antes de entrarem no HT, impedindo que o AGC feche totalmente o ganho do receptor.

Dicas de Reparação: SONY Xplod CDX-GT217XB

Defeito: O mecanismo não puxa o CD, só ejeta.

Causa: Verifiquei os microswitches e estavam em bom estado. Suspeitei de uma fuga parasita no microcontrolador. Como o pull-up original é “fraco” (alta resistência, baixa corrente), a pequena corrente de fuga no pino provocava queda de tensão.

Solução: O problema foi resolvido aumentando o pull-up, utilizando a alimentação de 3,3 volts da própria placa, com resistores de 1K em cada microswitch.

Detalhe da modificação técnica do SONY Xplod CDX-GT217XB
Detalhe da modificação técnica do SONY Xplod CDX-GT217XB


O AM Resiste: 12 Rádios de Ondas Médias Seguem Ativas na Grande São Paulo

A migração das emissoras AM para a faixa estendida do FM (o chamado eFM, que vai de 76 a 87 MHz) transformou profundamente o cenário radiofônico nos últimos anos. Muitas estações tradicionais já desligaram seus antigos transmissores de Ondas Médias (OM) para migrar rumo à estabilidade e qualidade de som do FM.

Rádio de Ondas Médias
Rádio de Ondas Médias (imagem criada por IA)

No entanto, quem sintoniza o bom e velho rádio AM na região metropolitana de São Paulo percebe que o dial está longe de ficar completamente vazio. Seja pelo grande alcance regional das Ondas Médias ou por estratégias específicas de programação, 12 emissoras continuam operando ativamente na faixa AM.

Confira a lista atualizada das estações que resistem e continuam no ar na Grande São Paulo:

Código de Excelência na Bancada: Os Dez Pilares do Técnico de Alta Performance

A busca pela excelência na eletrônica transcende o conhecimento teórico; ela exige uma postura mental orientada à precisão, à disciplina e à maestria técnica. Abaixo, estão os dez princípios fundamentais que definem o profissional de referência na manutenção, diagnóstico e restauração de circuitos:

1. Obsessão pelo Domínio Técnico (Estudo Contínuo)

O profissional de alto nível não se limita ao básico. Há uma dedicação constante ao estudo de esquemas elétricos complexos, à compreensão profunda da física dos semicondutores e ao domínio de novas ferramentas de diagnóstico. A busca por entender a engenharia e o funcionamento exato de cada topologia de circuito é permanente.

2. Persistência no Diagnóstico Avançado

Diante de defeitos intermitentes, falhas térmicas ou problemas que desafiam a lógica linear, a desistência não é uma opção. O técnico de referência encara a frustração de horas de testes, revisa metodicamente suas medições e continua avançando até isolar a verdadeira causa raiz da falha.

Montagem do Cordão do Dial do Receiver CCE SR-5050

Esta dica de reparo também é válida para os receivers Kenwood KR-4010 e KR-5010.

Montagem do Cordão do Dial do Receiver CCE SR-5050
Montagem do Cordão do Dial do Receiver CCE SR-5050
  1. Posicione a polia do dial conforme ilustrado.
  2. Amarre o cordão do dial na mola do dial.
  3. Prenda a mola do dial no pino "A".
  4. Passe o cordão na direção do ponto "1" ao "2".
  5. Dê três voltas com o cordão ao redor do eixo do dial (eixo do botão), começando pela parte superior.
  6. Passe o cordão seguindo a direção do ponto "3" ao "8".
  7. Dê duas voltas e meia com o cordão ao redor da polia principal (do capacitor variável), começando pela parte superior.
  8. Amarre a ponta final do cordão na mola do dial.
  9. Remova a mola do dial do pino "A" (para que ela tencione o sistema).
  10. Sintonize um sinal de 90 MHz e, em seguida, monte o ponteiro do dial exatamente na posição de 90 MHz da escala de calibração.

Filtro para "Rumble"

Existem vários fatores limitadores da qualidade de reprodução de discos e fitas. Em alguns casos, a simples incorporação de um circuito no equipamento de reprodução é suficiente para reduzir ou mesmo eliminar o problema.

Diagrama esquemático do filtro para rumble
Figura 1 - Diagrama esquemático do filtro para rumble

Neste aspecto, com relação à reprodução de gravações em discos deparamos com o problema do "rumble".

Em circuitos de alto ganho, este "rumble" pode atingir níveis inaceitáveis. A aplicação de um filtro elétrico é uma solução simples e elegante, e apresentamos a nossos leitores um circuito que atende praticamente a grande maioria que busca algo simples e efetivo.

Controle de "Loudness"

Este controle opera juntamente com o controle de volume para dar um melhor "contorno" da música gravada.

Controle de "Loudness"
Diagrama esquemático Controle de "Loudness"

Como a audição humana é melhor no centro da faixa de audição geral (16 a 16.000 Hz) é interessante, quando reproduzindo música através de aparelhos eletrônicos, atenuar menos as extremidades que a parte central da faixa audível. Isto é que se denomina "loudness".

Tabela de Reatância Capacitiva

Impedância é a designação genérica utilizada para caracterizar a maior ou menor dificuldade imposta por um circuito, a passagem da corrente elétrica.

Tabela de Reatância Capacitiva
Tabela de Reatância Capacitiva

O indutor (bobina) e o capacitor são denominados de "componentes reativos" pois exibem um comportamento típico de "reação" a passagem de correntes elétricas.

Reatância capacitiva — exprime a dificuldade imposta por um capacitor a passagem de uma corrente elétrica.

Reatância indutiva — exprime a dificuldade imposta por um indutor a passagem de uma corrente elétrica.

Oscilador RC por deslocamento de fase

Na Figura 1, temos o esquema básico do oscilador RC por "deslocamento de fase". Em princípio, a sua função é gerar uma tensão alternada senoidal, a partir da alimentação convencional obtida de fonte de corrente contínua.

Oscilador RC por Deslocamento de Fase
Figura 1 — Oscilador RC por Deslocamento de Fase

Aplicações Gerais

O circuito presta-se muito bem para a faixa de audiofrequências.

Por exemplo, pode ser utilizado para produzir o sinal de áudio destinado à modulação da onda de alta frequência, nos Geradores de RF (instrumentos utilizados para calibração de receptores de rádio).

Se devidamente conjugado a módulos amplificadores, misturadores etc., o Oscilador RC por "Deslocamento de Fase" pode ser empregado como "unidade geradora de sinal", em sistemas de efeitos sonoros; em aparelhos utilizados na produção de sinal de referência (geradores de áudio, diapasões eletrônicos, sistemas de alarme) e outros.