Antena para 40 e 80 Metros com "Trap"

A antena ilustrada na figura 1 é projetada para operar nas faixas de 40 e 80 metros. Sua disposição em oposição aos dipolos clássicos assegura uma quase omnidirecionalidade. Sua construção com os extremos mais baixos que a parte central permite essa condição, além de maior ganho. Também o espaço ocupado, em linha reta, é menor.

O mastro central deverá ter uma altura entre 6,5 e 8,5 metros, e os mastros laterais devem ter uma altura que permita um ângulo de 90º entre os braços do dipolo.

FIG. 1 – Antena 40/80 metros.
FIG. 1 – Antena 40/80 metros.

Os lados da antena possuem bobinas tipo "trap" (armadilha) destinadas a permitir o funcionamento das duas faixas de frequência. Na figura 1 temos um desenho completo da antena. As bobinas devem ser enroladas sobre tubo isolante, de plexiglass, para evitar perdas. Tubos de PVC utilizados para água e luz não servem, pois com radiofrequência apresentam grandes baixas de resistência. 

O detalhe construtivo das bobinas "traps" é o seguinte: o diâmetro do tubo deve ser de 30 milímetros e a extensão total de 220 milímetros. O fio a ser enrolado deverá ser esmaltado, de 1 milímetro de diâmetro, a espiras juntas. A extensão do enrolamento é de 220 milímetros, e possivelmente, no ajuste final, será necessário remover algumas espiras. O mesmo pode acontecer com a extensão propriamente dita. Veremos isto mais adiante.

Deve ser utilizado cabo coaxial de 50 ohms, tipo RG 58. Estas conexões devem ser bem soldadas e um pouco de adesivo de silicone deve ser aplicado para vedar completamente a junção, evitando assim a penetração de umidade que irá provocar corrosão na malha e no próprio fio do cabo coaxial.

O cabo coaxial deverá baixar ao longo do mastro central, na maior distância possível pois deve ser evitada uma posição paralela com a antena.

Uma vez pronta a antena e instalada, deve-se proceder ao ajuste. Se possuir um instrumento para indicação de ondas estacionárias (ROE) é fácil. Caso contrário deverá tentar experimentalmente o ajuste. Se o transmissor que possui é de frequência variável, poderá determinar a ressonância da antena nos 40 metros. Se o ponto de ressonância cair fora da faixa, para menos, deverá diminuir um pouco a extensão de 10.25 metros do dipolo. Para o ajuste dos 80 metros, em lugar de alterar o comprimento da seção de 1,24 metros, deve procurar ajustar a armadilha variando o número de espiras para que a antena entre em ressonância na frequência do transmissor ou pelo menos na parte central da faixa dos 80 metros. Esta parte é um pouco trabalhosa, porém é efetuada uma só vez, de modo definitivo, e por isto vale a pena dedicar tempo e cuidado à tarefa. 

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