quinta-feira, 8 de abril de 2021

Antena Dipolo para 80 e 40 metros

Figura 1 - Antena 40/80 metros.

A antena vista na figura 1 é destinada a operar nas faixas de 80 e 40 metros. Sua disposição, em oposição aos dipolos clássicos, assegura uma quase omnidirecionalidade. Sua construção com os extremos mais baixos que a parte central permite esta condição, além de maior ganho. Também o espaço ocupado em linha reta é menor.

O mastro central deverá ter uma altura de 6,5 a 8,5 metros e os mastros laterais devem ter uma altura que permita um ângulo de 90º entre os dois lados do dipolo.

Os lados da antena possuem bobinas tipo "armadilha" (trap) destinadas a permitir o funcionamento das duas faixas de frequência. Na figura 1 temos o desenho completo da antena. Na figura 2 temos o detalhe das bobinas "armadilhas" (traps). Devem ser enrolados sobre tubo isolante, de plexiglass, para evitar perdas. Tubos de PVC utilizados para água e luz não servem, pois com radiofrequência apresentam grandes baixas de resistência. Na figura 3 temos o detalhe da parte central da antena, o separador das "pernas" do dipolo e sua conexão ao cabo coaxial. Para a construção desta peça utiliza-se uma chapa de plexiglass de 3 a 4 milímetros de espessura e recorta-se com uma serra como indicado na figura. Se o mastro de sustentação central for de madeira, deve ter uma disposição para que o separador da antena encaixe na parte superior. O importante é que este separador seja sólido e fique firmemente instalado no topo do mastro, pois vai receber esforços do dipolo em direções opostas além de suportar eventuais ventos.

Figura 2

O detalhe construtivo das bobinas armadilhas (traps) é o seguinte: o diâmetro do tubo deve ser de 30 milímetros e a extensão total de 220 milímetros. O fio a ser enrolado deverá ser esmaltado, de 1 milímetro de diâmetro, com as espiras unidas (enrolamento cerrado). A extensão do enrolamento é de 220 milímetros, e possivelmente, no ajuste final, será necessário remover algumas espiras. O mesmo pode acontecer com a extensão propriamente dita.

Na figura 3 há ainda o detalhe da ligação do cabo coaxial, tipo RG58 ou RG8. Estas conexões devem ser bem soldadas e um pouco de adesivo de silicone deve ser aplicado para vedar completamente a junção, evitando assim a penetração de água no cabo.

Figura 3

O cabo coaxial deverá baixar ao longo do mastro central, na maior distância possível pois deve ser evitada uma posição paralela com a antena.

Uma vez pronta a antena e instalada, deve-se proceder ao ajuste. Se você possuir um instrumento para indicação de ondas estacionárias (ROE) será fácil, caso contrário deverá tentar experimentalmente o ajuste. Se o transmissor que possui é de frequência variável, poderá determinar a ressonância da antena nos 40 metros. Se o ponto de ressonância cair fora da faixa, para menos, deverá diminuir um pouco a extensão de 10,25 metros do dipolo. Para o ajuste dos 80 metros, em lugar de alterar o comprimento da seção de 1,24 metros, deve procurar ajustar a armadilha (trap) variando o número de espiras para que a antena entre em ressonância na frequência do transmissor ou pelo menos na parte central da faixa dos 80 metros. Esta parte é um pouco trabalhosa, porém é efetuada uma só vez, de modo definitivo e por isso vale a pena dedicar tempo e cuidado na tarefa. Uma vez terminada a antena dipolo inclinada, poderá iniciar seus chamados e certamente irá efetuar vários DX.

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